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Vida de um Cinéfilo

Gosto de filmes, e vou falar deles, e muito ...

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06
Abr17

Going in Style (Ladrões com muito Estilo, 2017) - Crítica


Francisco Quintas

     Com tantos remakes que hoje em dia se fazem constantemente, era apenas uma questão de tempo até esta praga chegar às comédias dos anos 70. Provavelmente Annie Hall ainda terá um remake, o que será uma estupidez. Confesso que nunca vi, nem sabia da existência do filme Going in Style de 1979, coisa que não me fez odiar a versão de 2017. Fiquei logo interessado no filme por causa do elenco. Michael Caine, Morgan Freeman e Alan Arkin são uma equipa cómica digna de palmas. O mesmo não se pode dizer do resto do elenco, o que não é grande problema porque era o trio principal que eu queria ver.

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     Falando da história, o filme tem um guião com altos e baixos. Maior parte das batidas usadas são previsíveis, por outro lado, há cenas e diálogos que eu não esperava de todo, o que me fez ficar interessado. A química e a energia do elenco principal é o que movimenta melhor o filme, contudo o ritmo é um pouco irregular, há momentos bem divertidos e enérgicos mas também há outros um pouco parados.

     Felizmente, cada personagem do trio consegue ter o seu desenvolvimento. A relação do Michael Caine com a neta, interpretada pela Joey King, é algo bonito de se ver, o que não se pode dizer o mesmo com a filha dele, que é desaproveitada, ao invés disso, o filme decide meter o ex-genro dele no filme, o que, a meu ver, foi um erro. As saudades que o Morgan Freeman tem da neta e da filha são sentidas pelo público e o seu problema de saúde também. O Alan Arkin é o mais cínico, porém o mais engraçado, contudo a relação dele com a Ann-Margret incomodou-me um pouco, a personagem não acrescenta praticamente nada quando podia e é a coisa menos engraçada do filme. E o Matt Dillon também está bem, eu tinha medo que ele fosse apenas reduzido ao polícia da história, mas não acontece, ele é bom ator e faz um bom papel, porém nada de extraordinário.

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     Going in Style de 2017 é um feel-good movie, lá por ser remake não me incomodou, até por ter uma abordagem diferente da do original. Estou ansioso para ver o original pois se o tivesse visto antes de ver o remake, provavelmente a minha crítica seria diferente. Pode-se dizer que é um pouco formulaico e previsível, mas dentro daquilo que oferece, é possível se divertir a vê-lo se aquilo que se procura é uma comédia leve e eficiente.

 

Nota: B

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