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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

15.Fev.19

As evidências de um marketing excessivo

Francisco Quintas
A Internet veio disponibilizar uma nova (e complexamente diversificada) forma de publicitar seja o que for. Qualquer distribuidora pode lançar os seus trailers, canais de YouTube vivem à custa da propaganda desses mesmos, sites mantém-se rentáveis graças às notícias provenientes das proporcionadas novidades e milhões de espectadores se podem deliciar (ou não) quando veem alguns segundos (de preferência não comprometedores) dos filmes, séries ou até músicas que mais esperam (...)
14.Fev.19

The Favourite - uma maravilhosa tempestade

Francisco Quintas
A natureza fora da caixa de alguma obra de arte é demonstrativa não só da eventual (boa ou má) vontade do público, mas também um eficiente catalisador da sua paciência. Se as pessoas se entediaram assim tanto com “The Lobster” ou com “The Killing of a Sacred Deer”, Yorgos Lanthimos oferece uma história mais ajustável ao cenário americano ou inglês, porém com o cuidado visual e tecnicamente autoral que o definem como um dos mais criativos criadores do cinema contemporâneo.Sugeri (...)
08.Fev.19

Acendalha Datilográfica #2 – Birdman (or the Unexpected Virtue of Ignorance)

Francisco Quintas
Poucas (ou nenhumas) foram as vezes em que falei sobre “Birdman”. Este, que é facilmente o meu filme preferido de sempre, suscitou a minha (quase irracional) vontade de aprofundar os meus conhecimentos de cinema o máximo que podia. Nem sei se alguma vez escreverei inteiramente sobre a obra-prima do Alejandro González Iñarritu, portanto, de qualquer maneira, está aqui uma cena (uma das melhores, por sinal). Cinéfilos concordarão comigo quando afirmo que uma cena fenomenal é (...)
07.Fev.19

Stranger Things S2 – a nostalgia avançou

Francisco Quintas
A sociedade consegue ser macaca. Em 2017, reparei que toda a gente assistia a um drama lavado com temas cruciais como suicídio adolescente. “13 Reasons Why” era o nome. Uns adoravam, enquanto eu preferia manter a minha decência cultural e encarar aquilo exatamente como deveria ter sido em primeiro lugar: um melodrama desmerecedor. Antes de descarregar a minha vontade em iniciar longas sessões domingueiras de binge-watching (que eventualmente ocorreu com “Breaking Bad”), ouvia (...)
31.Jan.19

Matchstick Men – obrigado por me roubares

Francisco Quintas
O logotipo da Warner Bros. Pictures surge lentamente à frente de uma limpa plataforma de água. Nicolas Cage faz a contagem decrescente e, ao som de ‘The Good Life’, do americano Bobby Darin, os créditos iniciais começam a sobrevoar o ecrã, surgindo à frente de uma distante e calorosa Los Angeles e de volta à reluzente piscina do protagonista. Conhecemos a carpete obsessivamente bem nivelada, o guarda-roupa revestido a sacos de plástico, um quintal, uma piscina e uma (...)
25.Jan.19

Óscares - a perda de credibilidade

Francisco Quintas
Em 2014, assisti pela primeira vez à cerimónia dos máximos prémios da Sétima Arte. A alegre e sarcástica Ellen DeGeneres foi a escolhida para liderar o evento e marcou a sua presença pela segunda vez, depois de segurar a noite de 2007. Ficou difícil não me afeiçoar ligeiramente àquela atmosfera. Porque é que desgostaria do que estava a ver? Tinha uma apresentadora minimamente audaciosa a largar pequenas provocações à plateia cheia de estrelas consagradas e seleções de (...)
24.Jan.19

Stranger Things S1 – requisitar o irresistível supérfluo

Francisco Quintas
No meio da oferta televisiva e cinematográfica de uma incontrolável escala que temos recebido nos últimos anos, para além de produzir ou assistir a conteúdo inteiramente visionário ou original, fica difícil para os espectadores se decidirem entre aquilo que escolhem para sessões de binge-watching. Sem grandes rodeios hoje, aquilo que apenas pretendo constatar é: todos nós gostamos de voltar à nossa infância.Quem é que pediu as sequelas dos filmes da Pixar? Quem é queria mesmo (...)
18.Jan.19

Acendalha Datilográfica #1 – Fences

Francisco Quintas
Vou abrir mais um espaço. Este irá ser somente uma transcrição dos melhores diálogos que se me entrarem nos meus ouvidos de cinéfilo. A primeira entrada é uma das cenas mais marcantes da terceira longa-metragem do Denzel Washington. Diretamente do teatro e cheia de excelência.CoryCan I ask you a question?TroyWhat the hell you got to ask to me? Mr. Stawicki’s the one you got the questions for.CoryHow come you ain’t never liked me?TroyLike you? Who the hell said I got to like (...)
17.Jan.19

Queres ser ator? Mas para quê?

Francisco Quintas
Vivemos numa altura fascinante da indústria audiovisual. Se há quarenta anos apenas um Ridley Scott ou um Woody Allen podiam comandar as suas produções hollywoodianas e fazer filmes com extrema frequência, beneficiados, lá está, pela falta de concorrência, hoje, já que temos todo o equipamento à venda ali ao lado e um mundo digital à distância de um clique onde nos é permitido disponibilizar os nossos trabalhos, vivemos na melhor altura para quem quer ser um guionista ou (...)
11.Jan.19

Vox Lux – excessividade alegórica ululante

Francisco Quintas
Chega-nos um filme bastante autoral e provindo de territórios característicos de uma estranheza semelhante à do Yorgos Lanthimos e uma mestria visual inspirada no trabalho do Stanley Kubrick. Definitivamente não para toda a gente. Mas bom?A segunda longa-metragem realizada pelo ator americano Brady Corbet acompanha a transição da juventude para a vida adulta de uma adolescente que, após vítima de um ato de extrema violência, inicia uma carreira musical que a eleva ao estatuo de popstar