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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

27.Dez.18

Creed II – a sequela do prelúdio para mais sequelas

Francisco Quintas
Quando “Creed” foi anunciado, mais de meio mundo torceu o nariz. Para grande surpresa coletiva, o sétimo filme de uma franchise com (na altura) quase quarenta anos revelou ser um dos seus melhores. Por isso, como será daqui para a frente? “Rocky IV” era pouco mais que uma propaganda da suposta exemplaridade americana durante a Guerra Fria. Aliás, era difícil que um combate entre um pugilista italo-americano e um pugilista russo da nova geração não abrangesse os valores (...)
20.Dez.18

Colette – oportunismo ou adequação previsível?

Francisco Quintas
Oscar baits são as maiores pragas para os críticos. Mais do que um novo filme de super-heróis despretensiosamente engraçado ou uma peça autoral verdadeiramente prepotente e autocongratuladora, as biografias caçadoras de prémios são alvos de duras palavras. Sim, nos últimos anos tivemos bastantes filmes do mesmo nível. “The Theory of Everyting” e “The Danish Girl” (particularmente ambos com Eddie Redmayne) são os primeiros que me ocorrem na cabeça. E, com a exceção da (...)
16.Dez.18

Idiotas, ponto. T1 – risonho rumo ao ridículo

Francisco Quintas
A permanência de qualidade (temática ou técnica) dos conteúdos cómicos (cinematográficos ou televisivos) portugueses é um dos aspetos mais difíceis de manter no nosso progresso audiovisual. Nos recentes anos, tem sido quase impossível não vermos comédias desastrosas. Desde um “Balas & Bolinhos”, passando por “13 Pecados Rurais” e “Mau Mau Maria”, até chegar a um “O Pátio das Cantigas” ou aos deprimentes trailers de “Tiro e Queda”, a comédia mais mainstream
04.Dez.18

L’homme fidèle – o mediano e bom francês

Francisco Quintas
Se há coisa que os franceses sempre saberão fazer é cinema. Façam obras nostálgicas ou modernistas, os pais da Sétima Arte sabem sempre o que fazem. Abel, um jovem jornalista, reencontra uma ex-namorada que recentemente perdeu o marido com qual o trai há quase uma década. Neste novo período, este reavalia os seus sentimentos. Trata-se da segunda longa-metragem protagonizada, escrita e realizada pelo Louis Garrel. Este que se tornou conhecido por protagonizar “The Dreamers”, (...)
29.Nov.18

Beautiful Boy – doses silenciosas de paternalismo

Francisco Quintas
Mesmo com um texto acentuadamente real, “Beautiful Boy” é principalmente segurado pelas suas interpretações centrais, que elevam o mesmo além de um drama medianamente carregado. Baseado nos livros de memórias dos próprios protagonistas ‘Beautiful Boy: A Father's Journey Through His Son's Addiction’ e ‘Tweak: Growing Up on Methamphetamines’, o filme acompanha um pai divorciado que lida com o recente e pesado vício em drogas do filho adolescente. Depois de deixar a sua (...)
19.Nov.18

Sara T1 - a monumental e definitiva sátira televisiva portuguesa

Francisco Quintas
Depois de brindar a Europa com “São Jorge”, Marco Martins trabalha pela primeira vez na televisão… E foi assim que nasceu “Sara”, a melhor série de 2018. Sara Moreno, uma atriz recém-quarentona conhecida pelos papéis em filmes de autor e pela particular capacidade de chorar vê-se num descarrilamento profissional e emocional quando perde precisamente a sua maior arma dramática. Na tentativa de se manter em atividade, aceita protagonizar uma novela e inserir-se nas mais (...)
14.Nov.18

Lodge 49 S1 – epicurismo contemporâneo

Francisco Quintas
O AMC já se provou capaz de desenvolver excelentes séries. Curiosamente, a maioria delas apenas atingiu a fama global depois de 1 ou 2 temporadas do mínimo reconhecimento. O progresso pode ser definitivo. “Lodge 49” pode ainda ter muita coisa para contar. Jim Gavin será certamente um nome que não cairá no esquecimento. O criador da nova série original do AMC é um completo desconhecido e embarcou (suponhamos) no seu projeto mais ambicioso. Guardadas as devidas proporções, (...)
02.Nov.18

Bohemian Rhapsody – perdurabilidade audiovisual

Francisco Quintas
Passando por um indesejado bloqueio mental e irritante falta de inspiração que não me permitem escrever críticas como deve ser, os Deuses do Cinema dão-me um filme que recuperou o meu bicho pela escrita que, por pouco, não se perdeu. Assistindo a “Bohemian Rhapsody” numa sala de cinema quase cheia, a única coisa que me desalegrou foi não poder expressar a minha euforia cantando com Freddie Mercury no Estádio de Wembley. “Olha o que o Cinema consegue fazer …”, pensei (...)
16.Out.18

Sorry for Your Loss S1 – o Facebook sabe fazer séries

Francisco Quintas
Fui, juntamente com metade do Mundo, uma das pessoas que torceu o nariz quando, em 2017, foi lançado o Facebook Watch – a plataforma da rede social de Mark Zuckerberg dedicada à produção de conteúdo televisivo original. Um total superior a 1 bilião de dólares foi o investimento, cujo 55% do lucro da publicidade seria para os criadores e os restantes 45% para a empresa. Não sendo nada disto relevante, a principal questão é: “A série é boa?”. “Sorry for Your Loss”
06.Out.18

A Simple Favor – fazer comédia é mais difícil que fazer drama

Francisco Quintas
Citando um sábio chamado Luís Franco-Bastos: “A Internet é f*****.” Não há uma maior verdade que esta. “Gone Girl” é um dos filmes mais apreciados de 2014. David Fincher é um dos maiores realizadores da sua geração. Eu … nunca vi. Mas conheço-o perfeitamente. As comparações entre “A Simple Favor” e “Gone Girl” são claramente inevitáveis. Obrigado pelos spoilers, Internet. Mas falando do que interessa. Caros leitores, se são uma das três que leem o meu blog