Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

Acendalha Datilográfica #5 - Blade Runner

Poucas são as histórias que iniciam uma discussão sobre a humanidade e a respetiva composição moral e espiritual da mesma forma que “Blade Runner”, discutivelmente o pilar do cinema de ficção científica, ao lado de “2001: A Space Odyssey”. Na conceção de um cenário futurista onde a raça dominante perdeu a sua essência, Rutger Hauer, ao auxílio do incomparável imaginário de Ridley Scott, entrega-se inconfundivelmente a um dos personagens antagónicos mais marcantes do audiovisual. Seja para o bem, para o mal ou para o próprio umbigo, Roy Batty estará presente na memória de quem se invista na jornada comandada pelo arco de Rick Deckard, uma amostra dos resquícios da espécie humana envolta num ceticismo cínico oriundo de um palco chuvoso de desespero, numa perda de identidade coletiva face à bruta inovação tecnológica e no secular capitalismo desenfreado. Tão curto e tão poderoso, o monólogo de Roy é a representação apogísitca da iminente inevitabilidade do fim da linha para a longa, arrogante e insignificante caminhada do Ser Humano. Por isso é que “Blade Runner” é infinitamente importante.

Sugerido: Blade Runner (Perigo Iminente, 1982) - Análise e Crítica

Roy-Batty.jpg

Roy

Quite an experience to live in fear, isn’t it? That’s what it is to be a slave!

I’ve seen things you people wouldn’t believe. Attack shipps on fire off the shoulder of Orion. I wacthed C-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate. All those moments will be lost in time… like tears in rain. Time to die…

 

Facebook - Twitter - Letterboxd