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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

15.Fev.19

As evidências de um marketing excessivo

Francisco Quintas
A Internet veio disponibilizar uma nova (e complexamente diversificada) forma de publicitar seja o que for. Qualquer distribuidora pode lançar os seus trailers, canais de YouTube vivem à custa da propaganda desses mesmos, sites mantém-se rentáveis graças às notícias provenientes das proporcionadas novidades e milhões de espectadores se podem deliciar (ou não) quando veem alguns segundos (de preferência não comprometedores) dos filmes, séries ou até músicas que mais esperam (...)
25.Jan.19

Óscares - a perda de credibilidade

Francisco Quintas
Em 2014, assisti pela primeira vez à cerimónia dos máximos prémios da Sétima Arte. A alegre e sarcástica Ellen DeGeneres foi a escolhida para liderar o evento e marcou a sua presença pela segunda vez, depois de segurar a noite de 2007. Ficou difícil não me afeiçoar ligeiramente àquela atmosfera. Porque é que desgostaria do que estava a ver? Tinha uma apresentadora minimamente audaciosa a largar pequenas provocações à plateia cheia de estrelas consagradas e seleções de (...)
24.Jan.19

Stranger Things S1 – requisitar o irresistível supérfluo

Francisco Quintas
No meio da oferta televisiva e cinematográfica de uma incontrolável escala que temos recebido nos últimos anos, para além de produzir ou assistir a conteúdo inteiramente visionário ou original, fica difícil para os espectadores se decidirem entre aquilo que escolhem para sessões de binge-watching. Sem grandes rodeios hoje, aquilo que apenas pretendo constatar é: todos nós gostamos de voltar à nossa infância. Quem é que pediu as sequelas dos filmes da Pixar? Quem é queria (...)
18.Jan.19

Acendalha Datilográfica #1 – Fences

Francisco Quintas
Vou abrir mais um espaço. Este irá ser somente uma transcrição dos melhores diálogos que se me entrarem nos meus ouvidos de cinéfilo. A primeira entrada é uma das cenas mais marcantes da terceira longa-metragem do Denzel Washington. Diretamente do teatro e cheia de excelência. Cory Can I ask you a question? Troy What the hell you got to ask to me? Mr. Stawicki’s the one you got the questions for. Cory How come you ain’t never liked me? Troy Like you? Who the hell said I got to (...)
17.Jun.17

Kevin Hart: What Now? (2016) - Crítica

Francisco Quintas
   Pode parecer que este filme não mereça uma crítica como as outras, só que comparando um filme de concerto/stand-up/documentário deste género com um, por exemplo, do Robin Williams não é fácil. O Kevin Hart teve uma ideia que me ajudou a querer ver este filme.      O stand-up comedian Kevin Hart atua à frente de um público composto por 50 000 pessoas no Lincoln Financial Field em Filadélfia.      Portanto, o início trata-se de uma paródia dos filmes do James Bond. (...)
17.Jun.17

Gold (Ouro, 2016) - Crítica

Francisco Quintas
     Este filme foi um flop absoluto. Com um orçamento de 20 milhões de dólares, o que para Hollywood é baixíssimo, conseguiu fazer apenas pouco mais do que 11 milhões no mundo inteiro. E como se já não fosse mau, teve um rating de apenas 43% no Rotten Tomatoes. O filme não foi o melhor do ano, mas é bom o suficiente para não ser tão desprezado.      Baseado no caso real de 1993, Kenny Wells, um explorador desesperado por um rasgo de sorte, decide começar uma busca por (...)
16.Jun.17

I Am Not Your Negro (Não Sou o Teu Negro, 2016) - Crítica

Francisco Quintas
    Esta crítica vai ser bem mais curta do que o habitual. Não é meu costume ver documentários, não é um género que me chame muito à atenção. Agora eu não podia ignorar um filme cujo narrador era Samuel L. Jackson e que foi massivamente elogiado e premiado em tudo o que era festival.     Baseado no manuscrito de memórias inacabado Remember This House do escritor e crítico social James Baldwin, o filme aborda os pensamentos pessoais do autor sobre o racismo na América (...)
15.Jun.17

A United Kingdom (Um Reino Unido, 2016) - Crítica

Francisco Quintas
    Ava DuVernay, Mira Nair e agora Amma Asante. Dizem que a indústria cinematográfica continua a ser muito machista e racista. Estas três realizadoras de raças diferentes permitirão um dia que passe a existir uma Hollywood mais aberta e que produza menos whitewashing, esse é um sonho antigo.     Baseado no livro Colour Bar da Susan Williams lançado em 2006, o filme passa-se em Londres, em 1947, e conta a história real do romance inter-racial entre a secretária inglesa Ruth e (...)
13.Jun.17

Neruda (2016) - Crítica

Francisco Quintas
    2016 foi um dos anos mais virtuosos para o cinema estrangeiro contemporâneo, provou-se extremamente essencial para a cada vez maior atenção que filmes como este devem receber. Chega de Hollywood, filmes estrangeiros é o que está a dar.     Trata-se de um filme franco-chileno que acompanha o inspetor Óscar Pelochonneau, que perseguiu Pablo Neruda, o poeta chileno vencedor de um prémio Nobel, que se torna fugitivo nos anos 40 por se juntar ao Partido Comunista.     O filme (...)
05.Jun.17

In a Valley of Violence (2016) - Crítica

Francisco Quintas
   “The time for begging is over … Now’s the time for praying …”. Se eu pudesse escolher deixas do cinema contemporâneo que se iriam imortalizar tanto como o “I’ll be Back!”, esta seria uma delas.     Um forasteiro misterioso conduzido por um ato violento e com sede de vingança vai para a uma cidade pacata no Velho Oeste.     É verdade que maior parte dos westerns clássicos ou modernos têm a mesma estrutura se forem típicos filmes de vingança, mas este toma (...)