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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

17.Abr.19

Snu – uma vontade de ajudar a mudança

Francisco Quintas
Quando me coloco a imaginar nas possíveis merecidas adaptações cinematográficas das histórias de figuras portuguesas, a resposta que recebo é geralmente a mesma: “É preciso que haja público para isso…”. Pois bem, certamente que um filme sobre o mais carismático rosto da política nacional seja um atraidor de números, sobretudo para as envelhecidas diferentes faixas etárias que pesadamente compõe este país, acima, claro, às reduzidas taxas de natalidade que, por sinal, (...)
11.Abr.19

Green Book – inspirado e consciente

Francisco Quintas
Os Estados Unidos são um país de extremos. Tanto uma personalidade como uma obra do entretenimento podem ser elevados aos céus ou condescendentemente desconsiderados, escarnecidos e desprezados. Surja a mais levemente fundamentada possibilidade de exclusão de um determinado elemento do particularmente tóxico meio da celebridade e do seu produto, o país de Donald Trump tem-se vindo a revelar um dos menos aliciantes palcos para os cineastas, guionistas e atores, seja para o bem ou para (...)
21.Fev.19

Vice – águia na retaguarda

Francisco Quintas
Em 2015, mesmo que a sua credibilidade de contador de dramas com leves lufadas de ironia e humor seco não fosse totalmente ignorada, Adam McKay aventurou-se numa ligeira aula de economia, rebaixando a sua própria seriedade com participações desnecessárias de personalidades do meio do entretenimento e com um particular trabalho de câmara pseudo-documental com uma lista de toques a aperfeiçoar. Todavia, ao contrário do que é costume rotular, criadores da indústria audiovisual (...)
14.Fev.19

The Favourite - uma maravilhosa tempestade

Francisco Quintas
A natureza fora da caixa de alguma obra de arte é demonstrativa não só da eventual (boa ou má) vontade do público, mas também um eficiente catalisador da sua paciência. Se as pessoas se entediaram assim tanto com “The Lobster” ou com “The Killing of a Sacred Deer”, Yorgos Lanthimos oferece uma história mais ajustável ao cenário americano ou inglês, porém com o cuidado visual e tecnicamente autoral que o definem como um dos mais criativos criadores do cinema contemporâneo. Suge (...)
03.Jan.19

The Old Man & the Gun – sentimentalismo de faroeste

Francisco Quintas
Catalogar este filme apenas como o último trabalho de Robert Redford seria incorreto. Tanto porque David Lowery promete bom cinema, mas mais porque o ator octogenário confirmou arrependimento em anunciar o seu fim profissional. De qualquer forma, eis que recebemos mais um filme feito por gente cujas inspirações se enraízam no cinema old school. Depois do fenomenal “A Ghost Story”, seria praticamente impossível que David Lowery se superasse. No entanto, ainda que não esteja de (...)
20.Dez.18

Colette – oportunismo ou adequação previsível?

Francisco Quintas
Oscar baits são as maiores pragas para os críticos. Mais do que um novo filme de super-heróis despretensiosamente engraçado ou uma peça autoral verdadeiramente prepotente e autocongratuladora, as biografias caçadoras de prémios são alvos de duras palavras. Sim, nos últimos anos tivemos bastantes filmes do mesmo nível. “The Theory of Everyting” e “The Danish Girl” (particularmente ambos com Eddie Redmayne) são os primeiros que me ocorrem na cabeça. E, com a exceção da (...)
29.Nov.18

Beautiful Boy – doses silenciosas de paternalismo

Francisco Quintas
Mesmo com um texto acentuadamente real, “Beautiful Boy” é principalmente segurado pelas suas interpretações centrais, que elevam o mesmo além de um drama medianamente carregado. Baseado nos livros de memórias dos próprios protagonistas ‘Beautiful Boy: A Father's Journey Through His Son's Addiction’ e ‘Tweak: Growing Up on Methamphetamines’, o filme acompanha um pai divorciado que lida com o recente e pesado vício em drogas do filho adolescente. Depois de deixar a sua (...)
02.Nov.18

Bohemian Rhapsody – perdurabilidade audiovisual

Francisco Quintas
Passando por um indesejado bloqueio mental e irritante falta de inspiração que não me permitem escrever críticas como deve ser, os Deuses do Cinema dão-me um filme que recuperou o meu bicho pela escrita que, por pouco, não se perdeu. Assistindo a “Bohemian Rhapsody” numa sala de cinema quase cheia, a única coisa que me desalegrou foi não poder expressar a minha euforia cantando com Freddie Mercury no Estádio de Wembley. “Olha o que o Cinema consegue fazer …”, pensei (...)
13.Set.18

American Animals - um pouco de filosofia animalesca

Francisco Quintas
Artistas em expansão. Um quarteto (de atores e personagens) improvável. E um tenso thriller de crime contado como deve ser. Que venham mais destes! Kentucky, 2003. O filme conta a história real de quatro amigos universitários que se juntam para assaltar uma biblioteca onde estão reunidos livros compostos por diversos quadros históricos e extremamente valiosos, iniciando aquele que se tornaria num dos roubos mais conhecidos dos Estados Unidos. O filme foi escrito e realizado pelo (...)
08.Set.18

Woman Walks Ahead - injustamente inapreciado

Francisco Quintas
Pensar naquilo que um filme deve ter antes sequer de o ver é mais prejudicial para o público do que para os artistas responsáveis. Novamente concluo que acertar na mosca é mais fácil do que agradar os críticos americanos. Não é desgostando de todas obras que se avalie que um crítico se torna num sábio erudito de gaveta. Acontece isto com qualquer blockbuster, como o recente “Star Wars: The Last Jedi”, mas principalmente com obras modernas que toda a gente decide desgostar (...)