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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

30.Abr.19

Dezoito

Francisco Quintas
“Gosto muito do homem em que te estás a tornar…”, disse-me, enquanto requisitava os individuais cafés destinados aos convidados (usurpadores moradores no seu direito) sentados à mesa de almoço, em casa previamente idealizado e instalado para tão conveniente e aguardada ocasião. Enquanto perfeita conhecedora do particular gosto (até incompreensível e injustificado) retido da extração das tão tradicionais bicas essenciais na fase terminal de uma graciosa refeição, (...)
15.Mar.19

A Netflix não é Cinema? Porquê?

Francisco Quintas
Esta discussão não começou ontem em Hollywood. O problema é que se estabelecia ocasionalmente e se deixava estar pelas mesas das nossas casas. Como é evidente, não havia necessidade de escrever sobre isto há 10 anos. Permitam-me que idealize uma observação já concretizada vezes e vezes sem conta – o que acontece é que a quantidade de cinéfilos que têm preferido assistir àquilo que querem, quando querem e onde querem tem vindo a explodir, garantida a facilitada divulgação (...)
08.Mar.19

"Matchstick Men" ainda me faz pensar

Francisco Quintas
Um dos meus mais recentes e prazerosos hábitos é fazer a minha vida não ao som de música (como a generalidade das pessoas normais), mas sim ao som de trailers. Sim, trailers de filmes ou séries. Sim, é estranho. Mas, em ligeiras porções de tempo, dá-me um enorme gosto reouvir uma mísera segmentação de algo que já tenha visto ou que queira ansiosamente ver. “Green Book” e “Good Omens”, da Amazon, têm sido as principais cobaias. Contudo, é “Matchstick Men”, do Ridl (...)
07.Mar.19

I AM COMPLETELY FED UP!

Francisco Quintas
Sitcom é um formato fácil. Cada vez mais os fãs hardcore de "How I Met Your Mother" ou de "The Big Band Theory" se queixavam da adiada chegada do fim, com medo de se cansarem involuntariamente dos queridos personagens, retendo deles as recentes lembranças de piadas insípidas. Tenho sentimentos semelhantes com outras séries. Mas, ao contrário do que o próspero modo atual de cozinhar séries de comédia tem revelado, o formato das habituais histórias caricaturais com risos e (...)
15.Fev.19

As evidências de um marketing excessivo

Francisco Quintas
A Internet veio disponibilizar uma nova (e complexamente diversificada) forma de publicitar seja o que for. Qualquer distribuidora pode lançar os seus trailers, canais de YouTube vivem à custa da propaganda desses mesmos, sites mantém-se rentáveis graças às notícias provenientes das proporcionadas novidades e milhões de espectadores se podem deliciar (ou não) quando veem alguns segundos (de preferência não comprometedores) dos filmes, séries ou até músicas que mais esperam (...)
25.Jan.19

Óscares - a perda de credibilidade

Francisco Quintas
Em 2014, assisti pela primeira vez à cerimónia dos máximos prémios da Sétima Arte. A alegre e sarcástica Ellen DeGeneres foi a escolhida para liderar o evento e marcou a sua presença pela segunda vez, depois de segurar a noite de 2007. Ficou difícil não me afeiçoar ligeiramente àquela atmosfera. Porque é que desgostaria do que estava a ver? Tinha uma apresentadora minimamente audaciosa a largar pequenas provocações à plateia cheia de estrelas consagradas e seleções de (...)
17.Jan.19

Queres ser ator? Mas para quê?

Francisco Quintas
Vivemos numa altura fascinante da indústria audiovisual. Se há quarenta anos apenas um Ridley Scott ou um Woody Allen podiam comandar as suas produções hollywoodianas e fazer filmes com extrema frequência, beneficiados, lá está, pela falta de concorrência, hoje, já que temos todo o equipamento à venda ali ao lado e um mundo digital à distância de um clique onde nos é permitido disponibilizar os nossos trabalhos, vivemos na melhor altura para quem quer ser um guionista ou (...)
15.Jan.18

Uma Reflexão sobre "Actores", de Marco Martins

Francisco Quintas
     Hoje decidi fazer algo diferente. Foram várias as vezes em que me apeteceu escrever sobre uma peça de teatro. Nunca aconteceu. Venho falar hoje de uma peça sobretudo única, que me provocou uma reflexão pela qual nunca me tinha visto, apesar de ser algo mais íntimo e introspetivo, na verdade, para o próprio elenco do que para o público em si. Actores não é a típica viagem dramática ao qual estamos acostumados nos teatros portugueses, mas uma experiência inesquecível. (...)