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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

11.Abr.19

Green Book – inspirado e consciente

Francisco Quintas
Os Estados Unidos são um país de extremos. Tanto uma personalidade como uma obra do entretenimento podem ser elevados aos céus ou condescendentemente desconsiderados, escarnecidos e desprezados. Surja a mais levemente fundamentada possibilidade de exclusão de um determinado elemento do particularmente tóxico meio da celebridade e do seu produto, o país de Donald Trump tem-se vindo a revelar um dos menos aliciantes palcos para os cineastas, guionistas e atores, seja para o bem ou para (...)
14.Fev.19

The Favourite - uma maravilhosa tempestade

Francisco Quintas
A natureza fora da caixa de alguma obra de arte é demonstrativa não só da eventual (boa ou má) vontade do público, mas também um eficiente catalisador da sua paciência. Se as pessoas se entediaram assim tanto com “The Lobster” ou com “The Killing of a Sacred Deer”, Yorgos Lanthimos oferece uma história mais ajustável ao cenário americano ou inglês, porém com o cuidado visual e tecnicamente autoral que o definem como um dos mais criativos criadores do cinema contemporâneo. Suge (...)
08.Set.18

Woman Walks Ahead - injustamente inapreciado

Francisco Quintas
Pensar naquilo que um filme deve ter antes sequer de o ver é mais prejudicial para o público do que para os artistas responsáveis. Novamente concluo que acertar na mosca é mais fácil do que agradar os críticos americanos. Não é desgostando de todas obras que se avalie que um crítico se torna num sábio erudito de gaveta. Acontece isto com qualquer blockbuster, como o recente “Star Wars: The Last Jedi”, mas principalmente com obras modernas que toda a gente decide desgostar (...)
03.Fev.18

Darkest Hour (A Hora Mais Negra, 2017) - Crítica

Francisco Quintas
     O filme começa em Maio de 1940, na Inglaterra, e segue os esforços desesperados do recente primeiro-ministro Winston Churchill que, depois da sua inesperada e indesejada eleição, mede forças com os membros do Parlamento Inglês, com a Alemanha e com ele próprio.    O filme foi realizado pelo inglês Joe Wright, responsável por Pride & Prejudice e Atonement. Ao contrário de muitas biopics que aparecem nestas awards seasons, o mais recente filme do realizador é um dos (...)
22.Jul.17

Dunkirk (2017) - Crítica

Francisco Quintas
   Chega-nos mais um filme que prova que Christopher Nolan é um dos realizadores mais subvalorizados da atualidade. Parecem gostar muito dele, ainda assim, ele não é só “aquele que fez o Batman”, é sim um dos melhores a exercer a sua profissão.     O filme decorre em Dunquerque, em 1940, e segue o exército inglês e as tentativas da marinha e dos civis de resgatar os soldados para a Inglaterra.      O filme foi escrito e realizado pelo Christopher Nolan. Estar o nome (...)
14.Mai.17

Hidden Figures (Elementos Secretos, 2016) - Crítica

Francisco Quintas
     Mais vale tarde do que nunca, vamos falar de um dos filmes americanos mais patriotas e até mais overrated de 2016.      Baseado no livro de não-ficção da Margot Lee Shetterly publicado em 2016, o filme passa-se nos anos 60 e conta o progresso profissional de três mulheres negras que contra todas as expectativas, revolucionaram os métodos de trabalho na NASA, permitindo assim aos EUA levar o primeiro homem americano ao espaço.      O filme é escrito e realizado pelo T (...)