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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

22.Mai.19

Acendalha Datilográfica #7 - The Great Dictator

Francisco Quintas
Ainda me lembro da primeira vez que assisti a “The Great Dictator”. Pena foi conhecer posteriormente a infeliz carreira do seu autor. Após as primeiras exibições do filme de 1940, Charlie Chaplin, cara essa arremessada pelos piores insultos nas salas de cinema, foi expulso dos Estados Unidos, país que o acolheu com tamanha admiração nas primeiras décadas do século XX e que, com agravantes paranoias e perante a desnecessariamente alarmista luta contra o comunismo, o expulsou, (...)
21.Fev.19

Vice – águia na retaguarda

Francisco Quintas
Em 2015, mesmo que a sua credibilidade de contador de dramas com leves lufadas de ironia e humor seco não fosse totalmente ignorada, Adam McKay aventurou-se numa ligeira aula de economia, rebaixando a sua própria seriedade com participações desnecessárias de personalidades do meio do entretenimento e com um particular trabalho de câmara pseudo-documental com uma lista de toques a aperfeiçoar. Todavia, ao contrário do que é costume rotular, criadores da indústria audiovisual (...)
31.Jan.19

Matchstick Men – obrigado por me roubares

Francisco Quintas
O logotipo da Warner Bros. Pictures surge lentamente à frente de uma limpa plataforma de água. Nicolas Cage faz a contagem decrescente e, ao som de ‘The Good Life’, do americano Bobby Darin, os créditos iniciais começam a sobrevoar o ecrã, surgindo à frente de uma distante e calorosa Los Angeles e de volta à reluzente piscina do protagonista. Conhecemos a carpete obsessivamente bem nivelada, o guarda-roupa revestido a sacos de plástico, um quintal, uma piscina e uma (...)
11.Jan.19

Vox Lux – excessividade alegórica ululante

Francisco Quintas
Chega-nos um filme bastante autoral e provindo de territórios característicos de uma estranheza semelhante à do Yorgos Lanthimos e uma mestria visual inspirada no trabalho do Stanley Kubrick. Definitivamente não para toda a gente. Mas bom? A segunda longa-metragem realizada pelo ator americano Brady Corbet acompanha a transição da juventude para a vida adulta de uma adolescente que, após vítima de um ato de extrema violência, inicia uma carreira musical que a eleva ao estatuo de (...)
16.Dez.18

Idiotas, ponto. T1 – risonho rumo ao ridículo

Francisco Quintas
A permanência de qualidade (temática ou técnica) dos conteúdos cómicos (cinematográficos ou televisivos) portugueses é um dos aspetos mais difíceis de manter no nosso progresso audiovisual. Nos recentes anos, tem sido quase impossível não vermos comédias desastrosas. Desde um “Balas & Bolinhos”, passando por “13 Pecados Rurais” e “Mau Mau Maria”, até chegar a um “O Pátio das Cantigas” ou aos deprimentes trailers de “Tiro e Queda”, a comédia mais mainstream (...)
19.Nov.18

Sara T1 - a monumental e definitiva sátira televisiva portuguesa

Francisco Quintas
Depois de brindar a Europa com “São Jorge”, Marco Martins trabalha pela primeira vez na televisão… E foi assim que nasceu “Sara”, a melhor série de 2018. Sara Moreno, uma atriz recém-quarentona conhecida pelos papéis em filmes de autor e pela particular capacidade de chorar vê-se num descarrilamento profissional e emocional quando perde precisamente a sua maior arma dramática. Na tentativa de se manter em atividade, aceita protagonizar uma novela e inserir-se nas mais (...)
08.Nov.18

The Big Lebowski – banalidade inusitada

Francisco Quintas
“The Big Lebowski” é um dos grandes filmes dos Irmãos Coen. Foi lançado no dia 6 de Março de 1998 nos Estados Unidos, chegando a Portugal no dia 30 de Outubro. 20 anos depois, o filme permanece engraçado, satírico e socialmente relevante. Vejamos porquê. Para além de uma gema importantíssima na filmografia dos Irmãos Coen, chamativa não só para percebermos todas as imagens de marca da dupla de realizadores americana, mas também como uma contextualização histórica do (...)
06.Out.18

A Simple Favor – fazer comédia é mais difícil que fazer drama

Francisco Quintas
Citando um sábio chamado Luís Franco-Bastos: “A Internet é f*****.” Não há uma maior verdade que esta. “Gone Girl” é um dos filmes mais apreciados de 2014. David Fincher é um dos maiores realizadores da sua geração. Eu … nunca vi. Mas conheço-o perfeitamente. As comparações entre “A Simple Favor” e “Gone Girl” são claramente inevitáveis. Obrigado pelos spoilers, Internet. Mas falando do que interessa. Caros leitores, se são uma das três que leem o meu blog (...)
03.Set.17

I Don't Feel at Home in This World Anymore (2017) - Crítica

Francisco Quintas
     Uma coisa que pretendo fazer este ano é ver mais trabalhos da Netflix, quer séries quer filmes. Se tiverem críticas que queiram ler, é só dizer.      Ruth, uma enfermeira deprimida, depois de ser misteriosamente assaltada e de conhecer um estranho vizinho, entra numa aventura de descoberta e busca por justiça que poderá acabar menos bem do que esperava.      Este filme original da Netflix estreou em Fevereiro e trata-se do directorial debut do ator Macon Blair, (...)
24.Jul.17

Grave (Raw, 2017) - Crítica

Francisco Quintas
     Eu não ia fazer a crítica deste filme, acho que passou ao lado de toda a gente e quase ninguém viu. Mas acho que, quando o fator surpresa é maior do que nós estávamos à espera, os filmes merecem ganhar destaque.    Justine é uma jovem vegetariana que começa a estudar medicina veterinária. Ao longo da sua estadia naquele que se revela ser um ambiente sujo, esta começa a desenvolver instintos canibais.      Trata-se do directorial debut da Julia Ducournau, que (...)