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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

01.Mai.19

Acendalha Datilográfica #6 – The Dark Knight

Francisco Quintas
Christopher Nolan gosta de inquietar. Toda a filmografia do cineasta (atualmente na pré-produção de um novo projeto encabeçado por um simpático elenco) assenta no breve ou complexo retrato dos mais alienados ou danificados estados da Humanidade. Não isentos de momentos de consolidação, os 10 filmes do realizador destacam-se pela respetiva filosofia, autoral ou emprestada, de maneira a colocar permanente um dilema moral na cabeça do público, especialmente plantado a partir do arco (...)
12.Abr.19

Acendalha Datilográfica #5 - Blade Runner

Francisco Quintas
Poucas são as histórias que iniciam uma discussão sobre a humanidade e a respetiva composição moral e espiritual da mesma forma que “Blade Runner”, discutivelmente o pilar do cinema de ficção científica, ao lado de “2001: A Space Odyssey”. Na conceção de um cenário futurista onde a raça dominante perdeu a sua essência, Rutger Hauer, ao auxílio do incomparável imaginário de Ridley Scott, entrega-se inconfundivelmente a um dos personagens antagónicos mais marcantes (...)
22.Mar.19

Acendalha Datilográfica #4 – Call Me by Your Name

Francisco Quintas
Muitas são as críticas que preferia atirar para a lareira. Não digo que a respetiva da quarta edição da Acendalha Datilográfica seja necessariamente uma atrocidade, mas meramente merecedora de diversos retoques avaliativos e/ou criteriosos. Mas, enfim, há tanta coisa para escrever. Nomeadamente, hoje. A questão é, mesmo nos seus momentos mais silenciosos, introspetivos ou flexivamente interpretativos, quão menos profunda seria a autenticidade de uma das obras máximas de Luca (...)
08.Mar.19

"Matchstick Men" ainda me faz pensar

Francisco Quintas
Um dos meus mais recentes e prazerosos hábitos é fazer a minha vida não ao som de música (como a generalidade das pessoas normais), mas sim ao som de trailers. Sim, trailers de filmes ou séries. Sim, é estranho. Mas, em ligeiras porções de tempo, dá-me um enorme gosto reouvir uma mísera segmentação de algo que já tenha visto ou que queira ansiosamente ver. “Green Book” e “Good Omens”, da Amazon, têm sido as principais cobaias. Contudo, é “Matchstick Men”, do Ridl (...)
28.Fev.19

Godzilla – uma reles dimensão

Francisco Quintas
Os paraquedistas saltam. Lá em baixo, decorre um dos mais horrendos cenários de destruição imagináveis. Criaturas incompreensivelmente monstruosas confrontam-se em São Francisco, dizimando as pequenas amostras da obra civilizacional evidentes das nossas pegadas, como autênticas crianças a quebrar legos. Mais do que qualquer dever patriota, os militares conservam uma vontade de fugir para casa. Agarram-se à missão, no entanto, procurando um veloz refúgio para voltarem as ver os (...)
31.Jan.19

Matchstick Men – obrigado por me roubares

Francisco Quintas
O logotipo da Warner Bros. Pictures surge lentamente à frente de uma limpa plataforma de água. Nicolas Cage faz a contagem decrescente e, ao som de ‘The Good Life’, do americano Bobby Darin, os créditos iniciais começam a sobrevoar o ecrã, surgindo à frente de uma distante e calorosa Los Angeles e de volta à reluzente piscina do protagonista. Conhecemos a carpete obsessivamente bem nivelada, o guarda-roupa revestido a sacos de plástico, um quintal, uma piscina e uma (...)
27.Dez.18

Creed II – a sequela do prelúdio para mais sequelas

Francisco Quintas
Quando “Creed” foi anunciado, mais de meio mundo torceu o nariz. Para grande surpresa coletiva, o sétimo filme de uma franchise com (na altura) quase quarenta anos revelou ser um dos seus melhores. Por isso, como será daqui para a frente? “Rocky IV” era pouco mais que uma propaganda da suposta exemplaridade americana durante a Guerra Fria. Aliás, era difícil que um combate entre um pugilista italo-americano e um pugilista russo da nova geração não abrangesse os valores (...)
15.Set.18

The Dark Knight - a frágil e falsa moralidade humana

Francisco Quintas
Pergunto: O que torna um filme de super-heróis bom? O que o torna distinto dentro do género? Serão as cenas de ação? Será a caracterização traduzida da banda desenhada? Será o tipo de narrativa? Será o arco do protagonista? Será o vilão? Qualquer que seja a resposta, podemos ter a certeza de uma coisa. Christopher Nolan cumpriu o requisito e acertou na mosca. “The Dark Knight” é uma obra-prima … por diversas razões. Primeiro, o inglês visionário responsável por toda (...)
22.Jan.18

Call Me by Your Name (Chama-me Pelo Teu Nome, 2017) - Crítica

Francisco Quintas
     Baseado no livro homónimo do André Aciman e publicado em 2007, o filme conta a história de Elio, um rapaz italo-americano de 17 anos que, como anualmente faz, passa as férias de verão de 1983 numa casa do Século XVII no Norte de Itália, enquanto o pai, um professor de Arqueologia e conhecedor de História e da cultura Greco-Romana, recebe alunos para o ajudar. Elio e Oliver, o aluno deste ano, de 24 anos, inesperadamente começam a desenvolver uma relação intensa, que (...)
09.Out.17

Blade Runner 2049 (2017) - Crítica

Francisco Quintas
     Obrigado Dennis Villeneuve! Obrigado Ridley Scott! Decerto que a minha geração desprezará este filme por não estar a par da sua origem. É algo triste que as verdadeiras obras-primas da Sétima Arte estejam cada vez mais longes das novas gerações. Já não se fazem filmes assim. Mas quem foi o vosso público mesmo? Acho que sabemos a resposta.      Passaram-se 30 anos desde os acontecimentos ocorrentes em 2019. Uma nova geração de Blade Runners procura achar respostas (...)