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Vida de um Cinéfilo

Vida de um Cinéfilo

Top 10 Filmes mais Antecipados de 2019

Para mudar os hábitos nesta baderna, decidi listar os 10 (ou mais) filmes que mais espero para o ano que vem. Como é lógico, decidi incluir os que terão a respetiva estreia no país de origem (nada de lançamentos atrasados de filmes oscarianos).

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Pode ser que, com isto, ganhe ideias para futuras crónicas. Este blog já precisou menos de injeções de novas formas de criatividade, já que não escrevi sobre os filmes mais badalados deste ano que passou, nem pretendo me apressar para escrever sobre os maiores títulos deste ano (independentemente de estarem nesta lista ou não).

10º Lugar: John Wick: Parabellum (Chad Stahelski)

O Keanu Reeves nunca foi um grandíssimo ator. Mas a verdade é que o assassino profissional apresentado no altamente estilizado thriller de ação de 2014 foi provavelmente o melhor personagem que apareceu na carreira do americano desde o Neo, de "The Matrix". A sequela de 2017 consegue estar perfeitamente no mesmo nível e, ao apresentar novos personagens e possibilidades de expansão do universo de crime, guarda muito potencial para “The Continental”, a tal futura série decorrente no hotel de assassinos contratados. Já Chad Stahelski, breve e novamente no banco solitário, tem certamente o potencial para se conciliar como um dos melhores realizadores de ação destes dias. Ah, e que venha a Halle Berry, já agora.

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Sugerido:

John Wick (2014) - Crítica

John Wick: Chapter 2 (2017) - Crítica

9º Lugar: Star Wars: Episode IX (J. J. Abrams)

Bem, nem 2017 nem 2018 foram perfeitos para a Lucasfilm. A Disney sempre se beneficiou (como de costume) com os mais que bastantes dólares obtidos com os filmes da Marvel, mas face à má receção dos fãs ao último filme da nova série de sequelas do universo de George Lucas e ao fracasso geral de "Solo: A Star Wars Story", rédeas tiveram de ser tomadas. J. J. Abrams é uma escolha minimamente segura para contar histórias e para guardar segredos. Porém, sei lá, hoje em dia desgosta-se de tudo. Não sou um fã incondicional de "Star Wars", não cresci com os filmes como maior parte dos adultos americanos. Eu apenas quero bom cinema.

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Sugerido: Star Wars: The Last Jedi (2017) - Crítica

8º Lugar: The Woman in the Window (Joe Wright)

Juntamente com o "Star Wars: Episode IX", o próximo filme do realizador de "Darkest Hour" é um dos mais desconhecidos do próximo ano, pelo menos no que diz respeito àquilo que foi revelado até hoje. Pelo menos, a premissa já foi divulgada e o elenco é um dos melhores do último ano da década. Portanto, dada a versatilidade do cineasta inglês, bem que posso esperar receber um ótimo thriller com ótimos personagens. Ler o livro fica para depois.

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Sugerido : Darkest Hour (2017) - Crítica

7º Lugar: Us (Jordan Peele)

Não há nada a dizer sobre “Get Out” que não tenha sido dito já. Há que esperar pelas ofertas (com certeza) brilhantes e sagazes que o ator, guionista e realizador americano tem para oferecer futuramente. Mais uma vez, o novo projeto de um realizador autoral vende-se sobretudo devido ao seu elenco, que certamente elevará o seu material. E caras como o Winston Duke, por exemplo, estão a ter uma grande sorte por se verem lançados de grandes produções da Marvel para obras de realizadores ainda com uma carreira por explorar à sua frente, mas com um nome já registado na memória coletivo dos cinéfilos. A história de “Us” decerto será igualmente macabra à da comédia de 2017, por isso, apenas peço uma criação de ambiente, um comentário social e um plot twist tão surpreendente como os que recebi em 2017.

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Sugerido: Get Out (2017) - Crítica

6º Lugar: Variações (João Maia)

A televisão e o cinema nacional já me conquistaram. Nos últimos anos, não só tenho prestado mais atenção àquilo que de melhor se faz por aqui, mas também tenho adorado algumas ofertas audiovisuais. “São Jorge” é uma pérola eterna do cinema português. No entanto, como será de agora em diante quando quiserem levar um personagem conhecido da nossa praça para as grandes telas? Pretensioso? Fácil? Arriscado? Inútil? Seja o que for, eu só quero atores investidos e uma narrativa distinta no panorama nacional. “Variações” pode ser um grande passo. Como não gostar de um filme sobre o inigualável cantor e figura de enorme importância para gerações?

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5º Lugar: Joker (Todd Phillips)

Eu torci o nariz. Ele torceu o nariz. Até os próprios estúdios provavelmente torceram o nariz. No entanto, revelando lentamente algumas fotos e vídeos dos bastidores, Todd Phillips revela ser um artista bem mais sério do que a imagem que tinha vendido há uns anos, demonstrando-se empenhado e até apaixonado por este seu novo trabalho. Não é mais um grande filme de estúdio, mas sim um estudo de personagem (como tem sido descrito). Claro que pode dar para o torto, sendo posteriormente arrasado pela crítica e pelos fãs do insano palhaço assassino. Mas, come on, o Joaquin Phoenix escolheu este trabalho depois de recusar uma oferta da Marvel. O Robert De Niro aceitou um papel secundário neste filme, contradizendo o seu preconceito com os atuais filmes de super-heróis. Quererá isto dizer alguma coisa? Sim, quer. “Joker” vai ser diferente, pelo menos.

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4º Lugar: Avengers: Endgame (Irmãos Russo)

Acabamos de saltar de um drama de crime baseado num personagem da banda desenhada para um blockbuster declarado que aglomera aquilo que de mais comercial se faz hoje em dia. Sim, filmes de super-heróis não vão parar de aparecer tao cedo. Não, não há problema nenhum com isso (desde que sejam minimamente bons). Há, no entanto, que exigir alguma coisa nova destes. Já que vamos perder horas a assistir a milhares de efeitos visuais em choque uns com os outros, mais vale aprender alguma coisa depois de pagarmos por 2 horas no cinema. Em 2018, “Black Panther” e “Avengers: Infinity War” provaram a possibilidade (e acessibilidade) de construir um arco dramático (sobretudo) de antagonistas que colocam na mesa questões importantes dos nossos dias. Tematicamente falando, “Avengers: Endgame” provavelmente não terá o mesmo impacto que o seu antecessor, mas com certeza amarrará algumas pontas soltas e concluirá a presença de imensos personagens de peso deste universo, concretizando algumas despedidas de modo emotivo. De qualquer maneira, por favor, eu só quero o Thanos!

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3º Lugar: Knives Out (Rian Johnson)

Este foi o anúncio cinematográfico deste ano que me mais surpreendeu. Aliás, eu nem sei se estou apenas surpreso com o projeto em si ou se estou ansioso por esperar algo de um modo tal que nunca pensei estar. Fui claro? Nem eu sei explicar, mas tenho de ver isto imediatamente. O Rian Johnson apareceu na minha vida apenas em Dezembro de 2017, quando me mostrou o tão controverso oitavo episódio de “Star Wars”. Em Junho de 2018, curiosamente, terminei “Breaking Bad”, a série da minha vida. Descobri mais tarde que o moço realizou três dos melhores episódios da obra-mor de Vince Gilligan. E, mesmo não tendo visto (ainda) “Brick” ou “Looper”, o homem já entrou para a minha lista de realizadores obrigatórios. Fez um ótimo trabalho com os personagens de J. J. Abrams e claramente prolongará o mesmo na sua futura trilogia. Agora, no seu campo mais autoral, no qual habita “Knives Out”, não está só um dos melhores elencos possíveis, mas também uma das premissas simultaneamente mais básicas e mais promissoras. Quem diria que imaginar o Daniel Craig com uma gabardine castanha e um cigarro na boca me entusiasmasse tanto? Rian e companhia, dêem-me um mistério e personagens como deve de ser. Não cometam o erro de desperdiçar talento.

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2º Lugar: The Irishman (Martin Scorsese)

Qualquer fã do bom cinema está ansioso por isto. Como não estar, não é? A milésima colaboração entre Robert De Niro e Martin Scorsese trará Al Pacino pela primeira vez à lente do realizador de "Raging Bull" e "The Wolf of Wall Street" e Joe Pesci de volta da reforma. E ainda vamos receber Anna Paquin, Jesse Plemons, Bobby Cannavale e Harvey Keitel dirigidos por um dos melhores cineastas vivos. A própria história, mesmo habitada no território criminoso do costume do Scorsese, é extremamente interessante e merecedora do empenho de qualquer uma das mais talentosas caras de Hollywood. Só espero que um dia a Academia perceba o erro que comete ao não reconhecer o bom trabalho e arte que se faz na Netflix.

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1º Lugar: Once Upon a Time in Hollywood (Quentin Tarantino)

Querem ver que vocês têm uma primeira escolha melhor que esta? Se não gostas do Tarantino, o que é que estás a fazer neste blog, sequer? Mais – como é que é possível 2019 me dar algo melhor que isto? “Once Upon a Time in Hollywood” não só tem o melhor elenco que o realizador já reuniu (na teoria e tendo em conta a carreira e alcance dos meninos), mas é também o filme que o mestre dos diálogos e da violência cartoonesca mais queria fazer em anos. Portanto, quando se tem um artista apaixonado, uma história cheia de possíveis reviravoltas e um conjunto das caras mais experientes do cinema atual, dificilmente a situação dará para o falhanço inesperado. “Once Upon a Time in Hollywood” não é apenas o filme que mais espero em 2019, será também um dos melhores do ano. Tenham esta certeza, caros leitores.

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Menções Honrosas:

  • Diamantino (Daniel Schimdt, Gabriel Abrantes)
  • Dumbo (Tim Burton)
  • Glass (M. Night Shyamalan)
  • Kingsman: The Great Game (Matthew Vaughn)
  • The Lion King (Jon Favreau)
  • The New Mutants (Josh Boone)
  • A Rainy Day in the New York (Woddy Allen)
  • Toy Story 4 (Josh Cooley)
  • X-Men: Dark Phoenix (Simon Kinberg)
  • Zombieland 2 (Ruben Fleischer)

 

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